terça-feira, 20 de setembro de 2011

Dia Sensacional na Via Claudia Augusta e Rota Romantica

Lemos os recados de hoje no blog, foi muito bacana. Obrigado a cada um.
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Será que tudo aqui é realmente impressionante ou foi sorte mesmo?

Estavamos em um Hostel em Landsberg, um tanto quanto curioso, só tinha um funcionário, ou talvez era o dono. Ela fazia tudo, desde a recepção, limpeza, cobrança, café da manhã, até uma moto Piaggio (daquelas scooters com 2 rodas na frente, comum por aqui) ele estava montando, pois tinham chegado novas peças. Muitos ciclistas hospedados nesse hotel, todos sairam cedo e nós um pouco depois...



Resolvemos então ir pela alternativa da Rota Romantica (Romantic Strab), e lá fomos nós, alegres e serelepes adentrando em um lindo park florestal. Em nossa frente passavam veados selvagens, espertos, mas sem medo. Continuamos seguindo as placas da Romantic Strab, mas aos poucos o caminho foi afunilando e quando menos esperávamos já estavamos em um single track, subindo piranbeiras e entrando em enormes poças de lama. Estávams no caminho errado, essa era a Rota Romantica de Trekking, não a de Bike e só 5 km trilha a dentro é que percebemos. Porém, Algo de diferente brilhava ao nosso lado, um pouco abaixo. Resolvemos descer e chegamos em uma "piscina" natural, gigante, com uns 10m de profundidade e água verde esmeralda, totalmente translúcida. Um verdadeiro aquário a céu aberto.


Sabendo que nossas bikes não conseguiriam continuar pelo "sinistro" single track, resolvemos voltar para Landsberg e pegar a estrada sentido Via Claudia Augusta (VCA).

O caminho foi surreal, tem momentos que a mente até tenta achar normal tanta beleza, mas logo voltamos a si e nos impressionamos com cada detalhe. Alguns dos vilarejos pelos quais passamos não tinha seguer um pessoa nas ruas, acreditamos também não havia pessoas dentro das casas. O silêncio era absoluto, Algumas portas de garagens abertas, bicicletas jogadas no quintal da frente, bolas de futebol descansando ao lado de uma árvore e mais nada, ninguém. Aproveitamos mais uma vez para roubar algumas frutas que teimavam em esbarrar no nosso caminho.


Em outros trechos vimos tratores, vacas ENORMES, poneis, porcos e flores, muuuuitas flores, campos inteiros, hectáres talvez. Corvos atrás de milho, gatos selvagens atrás de corvos, falcões atrás de ambos.

Muitos km pedalados na mesma estrada de carros e já estamos acostumados com o respeito pela bicicleta ou pela vida que tem o povo daqui. Ouviamos o barulho de um carro vindo em alta velocidade e, derrepente, o barulho cessava, o carro estava lento atás de nós esperando para ultrapassar em segurança para ambos. Que exemplo para nós brasileiros. Em certos momentos, para o trânsito de tal forma (para nós passarmos) que chego a ficar sem graça, pensando estar incomodando, porém niguém buzina, nada de stress.

Quase chegando em Schongau, percebemos, pela segunda vez, que nbos céus ocorriam exercício de guerra da aeronáutica Alemã. Batata, logo começaram a chover paraquedistas com aquele famoso e famigerado paraqueradas da segunda guerra (redondo e sem controle). Era uma decolagem atrás da outra e dessa vez não era minha imaginação.

Durante as subidas de hoje, e talvez porque insisti muito nas trilhas do single track, meu joelho esquerdo reclamou bastante (uma dor forte, tanto em cima quanto em abaixo), espero que ele acalme-se ou terei de empurrar a bike junto com a Andrea.

Chegamos em Schongau e, advinha, o centro da cidade também é uma antiga fortaleza medieval, toda rodeada de enormes muros e torres feitas de pedra. O hotel que encontramos equivale a um 5 estrelas do Brasil, em relação a decoração interna, suite e atendimento, mas o preço é de um 3 estrelas. Aceita Amex, milagre! A Andrea lavou todas as nossas roupas e colocou para secar nos aquecedores do quarto e do banheiro, seca rapidinho.

O fim"zinho" de dia foi com Sol e agora a noite o céu está inteiro estrelado. Acredito que pedalaremos pela primeira vez com Sol amanhã. Já conseguimos avistar os Alpes hoje, com os picos cobertos de neve, foi um pouco assustador pensar que teremos que pedalar até lá. Conseguiremos? Vejam cenas dos próximos capítulos.

Jantamos em um restaurante Grego (não tem restaurante alemão aqui rsrs), tomamos aquela "pinga" tradicional Grega (por conta da casa), tudo sempre a luz de velas. Realmente, a Via Claudia Augusta e a Rota Romantica estão certas por cruzarem seus caminhos. Dentro do restaurante um casal jantava com seu cão de estimação, de médio porte, ao lado da mesa.

Minha Mãe bem que me avisou: "Se prepara porque as cidades pequenas são as melhores da Alemanha". É Mamãe, você sabe das coisas!












Surpresas ao longo do segundo dia de pedaladas pela VCA

O dia de hoje foi inesquecível, o brilho nos olhos da Andrea e as palavras de espanto e admiração (nossa, que lindo, maravilhoso) traduziram as belezas naturais e construções que vimos pelo caminho.

Como o primeiro dia, iniciamos o pedal com chuva e 7 graus célsius. Paramos em uma loja de bike em Augsburg e compramos luvas mais quentes e polainas impermeáveis, isso fez toda a diferença, pois apesar da baixa temperatura, não sentimos o mesmo frio do dia anterior. Após as 14 horas a chuva cessou de vez e apenas o frio nos acompanhava.

Passamos por vilareijos incríveis, alguns com apenas 100 metros de comprimento. Muitas plantações (principalmente verduras e milho). Novamente paramos para apreciar as maças e peras caindo a nossos pés. Casinhas ou casões com galpão para processamento das colheiras ao fundo, algumas com criadores de gado, porcos e outros animais. Atravessamos parques com paisagens que não cabiam em nossos olhos. Vimos trens de alta velocidade passando no horizonte, igrejas com torres enormes em cidades mínimas, acompanhamos tratores trabalhando na lavoura, cães pastoreando, renas criadas em cativeiro, cavalos "quase" selvagens (será?), Lagos, vimos aviões caça da força aérea alemã decolando de uma base militar (ensurdercedor).

Após 61,8km quilometros de pedal e ainda faltanto 34km para Schongau (ou não bate as informações oficiais, ou estamos pegando caminhos mais longos), decidimos entrar em uma estrada destino a Cidade de Landsberg. Foi uma decisão acertadíssima!

Landsberg foi o local mais bonito da viagem até agora. O centro da cidade é dentro de uma fortaleza medieval, com muros e torres de proteção. No interior, o recheio é feito de ruas, vielas e construções magníficas e romanticas. Realmente, os antigos habitantes dessa região sabiam como impressionar seus moradores e também os inimigos. Ao redor, um largo rio com água verde clara e outras torres e monumentos. Difícil de explicar, vocêS precisarão ver nas fotos, que publicarei assim que encontrar uma boa conexão de Internet. No hostel que estamos hoje, não tem net para hospede, então apenas usarei a conexao do proprietário, por alguns minutos, para bublicar esse post.

Em uma loja de esporte outdoor aqui de Landsberg encontramos uma bacia (ou cesto), no lado de fora, com liquidação de produtos da marca Deuter, uma pechincha, só na Alemanha mesmo, baciada Deuter. O vendedor perguntou do futebol do Brasil (demorou para vir essa pergunta) e, papo vai papo vem, ele comentou que quando visitou a Africa do Sul, meses antes da Copa, os nativos sul africanos diziam que o país não estava preparado para uma copa e que não daria tempo para entregar as obras. No entando, ele lembrou, a copa foi um sucesso. Tomara que ele tenha razão...

Por favor, se você (leitor) está se progamando para realizar a Via Claudia Augusta, não deixe de passar pela cidade de Landsberg, é um desvio de apenas 4 km (+ 4 de volta), mas vale muito a pena, será uma surpresa. Você ainda pode aproveitar para pegar o trecho da Rota Romantica entre Landsberg e Schongau, como alternativa, em seguida retornar a VCA sentido Fussen (lê-se Fuzen). Nós vamos pegar essa alternativa amanhã.

O Hostel onde estamos, com preço de hotel, é simples, mas arrumado. Estamos no último andar, com o teto do quarto afunilando com o caimento do telhado, uma janela de vidro entre as telhas permite ver o céu. Acredito que acordaremos com Sol, tomara. Hoje teve por do Sôl, o tempo está abrindo, bem na direção de onde estamos indo (Sul).

Acreditamos que amanhã avistaremos os Alpes no horizonte, quem sabe...

Por vezes me pergunto: Porque não vim antes para a Europa? Porque não comecei antes no Cicloturismo?

Em nenhum momento até agora sentimos qualquer medo com relação a outros veiculos, seja na estrada ou dentro das cidades. Apesar da maior parte do trajeto (90% talvez) ser feito por ciclovia, nos cruzamentos e nos trechos em que precisamos dividir com carros, caminhões e ônibus, todos deram preferência para nós, um exemplo de como o "mais fraco" merece maior atenção. A lei do mais forte, que predomina no Brasil, apenas mostra o quanto ainda somos atrasados e com mentalidade das cavernas. A vivência que estamos passando nessa viagem nos fará seres humanos melhores

Temos mais um dia de pedaladas em terreno mais plano, depois o bicho vai pegar Alpes acima, vamos ver como será.

Terminamos o dia com um novo jantar a luz de velas, massa e cevada, o corpo agradece.

Muito chão pela frente, a bunda (como essa sofre no selim) vai ter que aguentar.

Abraço,

Canabike e Andrea




















segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Comunicados...

Mamãe, estamos de saída, agasalhados e com o "paletó". Beijinho, te aviso quando chegar em Schongau. Aquela privada estranha eu não quis usar hoje, credo, em pensar no povo antigo analisando "merda" lá dentro... rsrsrsrs  

Roseli , recebemos seus recados no MSN e no Site, obrigado, tentaremos conversar em outro horário, lembrando que aqui são 5 horas a mais. Fala para o Mau que usei a camisa do Corinthians Mano. Beijo pro c.

Coru"G"as, valeu pela companhia. Vou arrumar um roteiro mais próximo para vc voltar a pedalar conosco. Afinal, trabalhas com bike, então, tens que pedalar! Fala a Corujita ir aquecendo, ela também tem que pedalar. Um abraço.

Jorge, João e Mauro 2000, fiz um vídeo mostrando a variedade de cervejas dentro de uma loja de conveniência, mas o netbook que eu trouxe não consegue trabalhar o vídeo, é lento lento... Abraço.

Bolonis, vê para mim se o Arco está bem. Estou com saudades. Fala para ele que os cachorros daqui são um pouco diferentes, calados, não dão bola para estranhos, mas no fundo no fundo, eles também devem comer lixo escondido na rua... rsrsrs   Abraço.

Cana

Segundo dia de pedalada, rumo a Schongau

Ainda sob um frio da preula e com previsão de chuva, estamos nos preparando para o café da manhã e para a partida rumo a cidade de Schongau, distante 67 km daqui.

Agora são 7:53 da manhã.

As gargantas estão inflamadas, devido as condições de ontém, tomara que a temperatura suba um pouco.

Vamos tentando manter a organização dos alforges, que agora também transportam roupas sujas e molhadas, deixaremos para lavá-las quando estiver mais quente. O hotel aqui de Augsburg tem sistema de aquecimento no quarto, porém desligado.

Antes de entrarmos na VCA, vamos até o centro de Augsburg para conhecer alguns pontos turísticos.

Ontem jantamos em um restaurante Italiano, parece até piada: Estamos na Alemanha, daqui a alguns dias entraremos na Italia e paramos para comer comida Italiana? Calma, apenas entramos no primeiro restaurante que encontramos. Aliás, um restaurante 5 estrelas, jantar a luz de velas, com direito a massa (finamente preparada) e uma cerveja deliciosa. Advinha o preço da conta? Apenas 21 Euros. Restaurante na Alemanhã também é barato. De todos os países que já visitei, São Paulo é o único que tem contas assustadoras, por exemplo, vai sentar desavisado em um Figueira Rubayat ou numa Família Mancini, verdadeiro absurdo...

Quem estiver pensando em vir a Alemanhã, fazer a VCA ou redondezas, segue algumas dicas:

  • Traga cartão de crédito Mastercard. O American Express é impossível de utilizar nas cidades pequenas do Interior. Nós trouxemos só Amex e fodeu! Mesmo o Visa, nem todos aceitam.
  • Venha com um Dicionário Inglês/Alemão ou Português/Alemão, pois nas micro cidades o Inglês não resolve, principalmente se você precisar de algo especial.

domingo, 18 de setembro de 2011

Trecho Percorrido neste Domingo

Aproveito para colocar o trecho percorrido neste domingo, apesar de eu pegar o GPS desligado 2 vezes, deixando de registrar alguns km, pelo menos o percurso ele juntou e dá para ver no mapa o caminho que fizemos.




















Atrás desta passagem é o marco zero (no lado alemão) da VCA. Uma obra impedia a passagem, porém tivemos a oportunidade de conhecer indo por outro caminho.



























Ponte sobre o rio Donauworth


















Nesta foto dá para ver o encontro dos rios Donau e do Worth


















Vilarejo a direita e plantações a esquerda


















Tenta ler o nome da cidade na placa, é essa aí...



















Cruzando florestas, as margens do rio Danúbio. A baixo o hotel Adler, onde estamos em Augsburg.
Aliás, vale a pena mencionar que o nome Augsburg vem do imperador romano Augusto (meu xará), que no ano 15 antes de Cristo inaugurou uma base militar neste local, as margens da recem desbravada Via Claudia Augusta. Os bisavós do Pianista Mosart também foram figuras ilustres aqui em Augsburg.



Chegamos em Augsburg

Antes de começar este post, eu preciso fazer 2 agradecimentos especiais:

1. Para a Andrea. Essa esposa é demais! É muito difícil encontrar uma mulher com a determinação dela. Parambéns mesmo e obrigado por me acompanhar nessas aventuras.

2. A todos os funcionários da Arco e flecha. É a confiança e profissionalismo de vocês que nos permitem estar tão longe e totalmente despreocupados. Obrigado mesmo.

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Nossas bikes chegaram em Donauworth como previsto pela Ibéria, as 16 horas de sábado. Ponto para a Ibéria e para os serviços de entrega da alemanha. Também para o recepcionista do hotel Promenade (lê se promenÁde) que nos ajudou a ligar para a Ibéria na Alemanha e conversar em Alemão (ou seria grego? rsrs).

Abrimos as caixas e montamos as bikes somente hoje (domingo) e partimos de Donauworth após as 12hs (tarde heim) com chuva forte e temperatura média de 8 graus celsius. Com dedos das mãos e dos pés congelados, pedalamos determinados até Augsburg, conforme planejado.

O Caminho nesse trexo é quase todo plano, totalmente seguro para os Bikers, porém, devido a chuva, não tinha sequer um ciclista na via, só nós. Cruzamos com algumas pessoas próximo as vilas, dentro de parques muito bonitos e impecáveis. Piso de asfalto, terra e de pedras, em todos a Dahon andou bem.

Nós ainda não tinhamos testado as Dahons com tanto peso, foi estranho nos primeiros Km's, mas logo acostumamos e elas mandaram muito bem.

Pedalamos a maior parte do trajeto nas marges do Rio Danúbio. Cruzamos macieiras, e lógico, paramos para comê-las, uma delícia, igual a do saquinho da turma da mônica.

Em alguns trechos do trajeto me senti como uma criança, imaginando que estava no passado e que cruzaria a qualquer momento com soldados Romanos com suas armaduras cavalgando. Nos postos de gasolina self-service dos vilarejos eu imaginava que tinha sido transportado para a segunda guerra e aquele alemão que ali enchia o tanque, desconfiado, poderia nos denúnciar para o exército alemão.

A Via Claudia Augusta é inteira sinalizada, ainda sim tinhamos o GPS guiando o percurso e dando um backup de segurança.

Chegamos em Augsburg próximo das 17 horas, após pouco mais de 50km percorridos na VCA. Fomos diretos para uma loja de conveniência, pois a Andrea estava próxima de um congelamento. Como estava quentinho dentro da loja! Aproveitamos para tomar um Capuccino e um dos funcionários ainda ajudou a indicar um hotel (difícil achar sozinho).

Estamos no Hotel Adler, grande e antigo, mas aprazível. Foi uma cena engraçada conversar com a recepcionista, que não falava linguas decifráveis, somente Alemão, Polonês e Russo. Insisti e conseguimos resolver a reserva do quarto. No final apareceu um Casal de hospedes que falavam alemão e inglês e, muito simpáticos, nos ajudaram a solucionar as questões que faltavam, como por exemplo, saber onde guardar as bikes, códigos de acesso para Internet, horários de café... Realmente, como eu havia lido na Internet, nas cidades muito pequenas do interior da Alemanha não é todo mundo que fala inglês, mesmo em hoteis!

Uma coisa que impressiona aqui é o preço da cerveja, mais barato que água! Uma cerveja de alta qualidade, em garrafa gordinha, tampa com abertura toda especial, fabricada de acordo com as leis alemãs de produção de cerveja, daquelas que no Brasil nós só oferecemos para o melhor amigo (para você que está lendo agora) custa apenas 99 centavos de Euro, algo em torno de R$ 2,35. No Brasil, estamos falando de uma Erdinger ou de uma Paulaner (essas mesmas você encontra aqui, por esse preço). Uma garrafa de água mineral, custa os mesmos 99 centavos de Euro, a mais simples de todas.

Fora a cerveja, não tem muitas outras coisas baratas por aqui. Marcas alemãs do nosso ramo (esporte de aventura), como Deuter, Alpina, Uwex, entre outras, são mais baratas que no Brasil (claro), mas no mais achamos tudo caro. Poli, você que gosta de comparar o preço de gasolina, aqui custa R$ 3,75 o litro (tem até posto Shell).

Eu comprei um cartão de memória SD de 32 GB por 125 euros. Tudo bem que o vendedor me convenceu a levar o de melhor qualidade, faster, waterproof, shockproof, "temperature proof". Comparado ao que comprei na loja da Sony no Brasil, que custou R$ 75,00 com 16 GB, parecia caro não? Haha, agora vem a diferença, durante o passeio, devido ao frio, o cartão da Sony apresentou erros e parava de funcionar. Ponto para o preço alto alemão!

Agora vamos descer para Jantar, sabe-se lá o que, pois nenhum funcionário do hotel fala inglês. Em seguida entro aqui para postar algumas fotos de hoje.

sábado, 17 de setembro de 2011

Dia de Passeio em Munich

Logo cedo pegamos um trem para Munich. Aos poucos o trem foi enchendo de alemães com o traje típico da oktoberfest. Muito bacana. Na volta, pegamos o trem das 22hs, não tinha sequer uma pessoa sóbria nos vagões (nem nós rsrsrs), todos lotados, e os incansáveis alemães ainda com garrafas de cerveja na mão. Vixe Maria, haja plantação de cevada.

A cidade de Munich é inteira linda, tudo, cada ruazinha, avenida, praças... Eu moraria aqui fácil.

Ainda estamos aguardando nossas bikes, o dono do hotel disse a cia Ibéria havia comunicado que chegaria hoje as 16hs. Nós chegamos no hotel depois da meia noite e todos já estavam dormindo. Só saberemos amanhá pela manhã.

Donauworth tem uma diferença de 5 horas (a mais) para o Brasil.








Wilkommen!

Chegamos na Alemanha!

Mamãe, Papai, estamos vivos!

Zé, você tinha razão, os aviões da Ibéria são mais antigos mesmo, e o pior, reduziram tanto o espaço entre as poltronas que não cabem mais minhas pernas. Foi o meu primeiro voo noturno no qual não consegui dormir.

Saimos com atraso do Brasil e isso complicou um pouco as coisas. Como? Sim, o "plano B" tem chance de entrar em ação. Nossas bikes não chegaram em Munich! Humm, e agora Mr. M?

Entrei com o processo de Tracing da encomenda e passei os dados do hotel de Donauworth onde estamos hospedados, disseram que me entregariam as Bikes aqui. Será? Bom, vamos para Munich aproveitar o dia, normalmente, afinal a previsáo de início das pedaladas era para amanhã, domingo. Caso as bikes não venham, providenciaremos o plano B (postaremos ele aqui, se houver).

O QUE É UM AEROPORTO?

Até ontém eu achava que São Paulo tinha um aeroporto, descobri que não tem. O nosso poderia ser chamado de "AEROPONTO", no máximo. Aeroporto mesmo é o que vimos em Madri e em Munich, ambos gigantescos, ultra modernos, ultra organizados, limpos e preparados para a qualquer momento receberem uma "copa do mundo".

Como diria meu irmão Poli, quando se viaja de avião temos um choque cultural, saimos de um lugar e desembarcamos em outro completamente diferente, um choque 1.000.000V para quem desembarca em Munich!

Em pensar que passou uma guerra mundial por aqui, como pode tudo funcionar tão bem, tudo ser tão lindo?


O QUE É LINDO?

Chegamos em Munich as 16 horas e transitamos de trem após as 17 horas (hora do rush?), nada de confusão! Metrô organizado, sem tumulto, pessoas alinhadas, vagões limpos e bem sinalizados. SEM DESIGUALDADE SOCIAL, nenhum sinal de pobreza!

Fomos até a gigantesca estação central que une todos os transportes (Metro, Trens, Ônibus), sim, existe VERDADEIRAMENTE cada um desses transportes. As linhas de metrô são várias, para todo lado, desde o Aeroporto... Trens? Nossa... De todos os tipos, antigos, novos, grandes e pequenos. Saindo para todas as direções. O nosso bilhete (comprado via Internet no Brasil) estava marcado para as 18:53 e, adivinhe? Partiu as 18:53 rumo a pacata cidade de Donauworth.

Donauworth é uma cidade dos sonhos, casinhas coloridas e altas, todas preparadas para o frio intenso do inverno. Ruas cuidadosamente trabalhadas (asfalto, calçada, iluminação). Lojas, muitas, todas funcionando, deve ter ter algum movimento de pessoas aqui, ainda não vimos. Quer dizer, só uns carros atravessando as ditas pacatas ruas a 80km. Caramba, como Alemão gosta de correr de carro! Não vejo placas de limite de velocidade aqui dentro da cidade de Donau, parece não ter mesmo, pois todos passam correndo muito e o mais estranho, tem trechos da calçada onde também passa carro, cuidado antes de atravessar! Para onde vão esses carros? Tentaremos descobrir. Sem nossas bikes fica mais difícil, mas vamos...

As alemãs? Lindas também! E ponto, a Andrea tá aqui do lado... rsrs

Ah, o Chopp Alemão? Como não poderia deixar de ser, já tomamos vários!!! Matei a curiosidade, o chopp é servido em temperatura mais alta que no Brasil, nada de "chopp trincando", nada de garganta zoada... Desce mais "redondo" ainda. Cerveja por aqui é um caso a parte, parece que todos bebem, meninos e meninas, senhores e senhoras, vovô e vovó, mamãe e titia... Na estação de Munich tem uns pequenos carrinhos de movimentação de carga (entre trens e o comércio) e é um tal de cervejas e barris de chopp para todo lado. Talvez tenha a ver com a Oktoberfest que começou ontém. Muitos alemães com traje característico da festa (como vemos na TV...). Aliás, vamos lá hoje. E já que todos os chopps de ontém não me deixaram com ressaca, hoje tem mais. Pedaladas só amanhã mesmo, conforme previsto e se tudo ocorrem bem com nossas magrelas.

Fabiana, quero aprender alemão!!!

Com o inglês qualquer um se vira por aqui, apenas algumas pessoas, que parecem não entender inglês, acabam respondendo em alemão mesmo e seguimos em frente... rsrs

Ainda não tiramos fotos, não deu tempo. Juro que tiro hoje...








quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Estamos no Aeroporto, Sala de Espera da Amex

Cá estamos, passando tempo.

O check-in foi rápido, os funcionários da Ibéria elogiaram nossas bagagens, mais precisamente as bikes, embaladas em caixas e com tamanho reduzido. Disseram: "Se todos transportassem bicicletas dessa forma (em caixa e pequena), seria uma maravilha". Tá aí, a primeiro sinal de que bikes aro 20 compensam... rsrsrs

Um detalhe importante, que só ficamos sabendo aqui no aeroporto, é que não existe mais posto da receita federal para declarar os bens que estão saindo junto com o passageiro. Ou seja, recomendamos que todo viajante leve consigo as notas fiscais de ítens como: bibicleta, filmadora, notebook. Estamos com notas das bikes, mas das câmeras e note não. Um funcionário da Infraero disse que no Site da receita tem insformações sobre os novos procedimentos.

Opa, e não é que me passa uma senhora com capacete de bike na mão aqui dentro da sala da Amex... Teremos companhia...

Aeroporto é tão legal... rsrs Vemos uns conversando em espanhol, outros em inglês, alguns em árabe, uns judeus passando e, derepente, um Chinês passa arrotando em alto volume... rsrsrs que divertido... Como sei que é Chinês, não só pela cara, mas porque tinha acabado de anunciar o voo para pequim.

Vamos descer agora, a Andrea quer visitar free shop, aliás, ela só pensa nisso... rsrsrsrs


quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Véspera do Embarque para Alemanha

Humm, bateu um frio na barriga. Será que estamos levando tudo que precisaremos?

Falei com a Mamãe hoje pelo Skype. Mãe é Mãe, ela comentou do frio que já está em toronto e me assustou quanto ao frio que pegaremos durante a viagem. Só faltou pedir para levar a "sombrinha"... rsrsrs Carinho de Mãe... Beijo Mummys

Enquanto estivermos pedalando, sem problemas, uma calça ciclista e um corta vento resolve. Não sei como vai ser nas caminhadas noturnas pelas cidades, pois estamos levando muito pouca roupa. Eu, por exemplo, levo 1 calça-bermuda e uma calça jeans. Xiiii... rsrsrs Quem sabe incremento mais umas 400 gramas na bagagem...

Bom, mas cicloviagem é assim, precisamos levar o mínimo possível. Nossas bikes são pequenas e não suportam muito peso.

Sem frescura, qualquer coisa resolveremos por lá.

domingo, 11 de setembro de 2011

Tudo Preparado

Documentos, Bilhetes, Bagagem, Bikes embaladas, tudo pronto para a viagem rumo a Alemanha!

Também compramos as passagens de trem de Munich para Donauworth (cidade onde reservamos hotel e de onde partiremos para a Via Claudia Augusta). Reservas feitas de forma rápida e fácil através do Site: http://fahrkarten.bahn.de/

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

A Andrea também vem trabalhar de Bike!

Ual, estou convencendo a Andrea a vir de bike para o escritório. Hoje foi o segundo dia dela, será que vai pegar? Bom, ciclistas não fiquem bravos, ela veio pelo passeio porque a Guaicurus é uma rua onde os ônibus passam em velocidade assassina. Então, viemos devagar pela calçada, que aliás é bem larga.

Se todas as mulheres fossem trabalhar de bike, São Paulo seria muito mais charmosa!!

É isso aí. Estamos a 6 dias de nossa viagem. Não vemos a hora de começar a travessia.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Dia de Pedeladas, é 7 de Setembro!

Sete de setembro de 2011, ciclovias/faixas e parques lotados em Sampa. Nunca vi tanta gente concentrada nos parques Ibirapuera e Villa Lobos. Filas para beber água, para alugar bikes, para comprar coco verde, até para um simples caminhar.

A ciclofaixa tava impossível, muita, mas muita gente. É, o paulistano, povo conhecido pela dedicação ao trabalho, também merece se divertir e descansar.

189 anos após o grito da independência, temos algo a comemorar? 

Sob o comando de D. Pedro I, iniciou-se no Brasil a trajetória vencedora para a Independência, após o fracasso de outras tentativas e morte de alguns líderes. O Brasil teve que pagar à Portugal 2 milhões de libras esterlinas para ter o reconhecimento de sua independência, dinheiro este emprestado da Inglaterra. Nosso país, que já era tão explorado, começa sua independência com uma dívida a mais para pagar. Bom, mas foi esse marco que nos trouxe liberdade política, nos livrou do assédio português. O que fez nossos moradores daí por diante pode ser contestado, mas a independência conquistada foi sim um fato de muita importância e merece ser lembrado.

O Brasil precisa acordar e investir muito em uma educação de alta qualidade, do maternal à pós-graduação. A médio e longo prazo os resultados seriam maravilhosos e nosso povo conquistaria em fim a independência que mais precisa.


52 k Pedalados na Cidade

Fizemos o trajeto até a ciclofaixa, parques do Povo, Ibirapuera e Villa Lobos. Em seguida aproveitei para treinar na subida da São Gualter, depois empolguei até a consolação, via elevado Costa e Silva. Mais um dia gostoso na cidade grande.



Transporte Gratuito da Bike Pela Ibéria

Acabei de consultar no Site da Ibéria e vi que o transporte da Bike é gratuito, entra como volume de bagagem normal e a bike deve estar desmontada e embalada. A Ibéria também dispõe caixa para transporte da Bike, nas medidas de 121 x 72 x 21 cm, porém, neste caso, eles cobram o valor de U$ 20 pela caixa. Peso máximo permitido: 32kg.

O recomendável mesmo é embalar a bike antes, proteger bem as peças mais frágeis, principalmente o cambio, bagageiro e rodas.

Outra dica é entrar em contato com a companhia aérea para informar o transporte da bike, no caso da Ibéria tem esse serviço on line. Dessa forma evita-se surpresas e você já vai documentado...

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Fim de Semana c/ Bike na Garagem. Foi a vez do Caiaque...

Mais um belo final de semana em São Paulo. Sol e clima ameno, com noites frias para dormir bem. Curtimos o domingo em Caraguatatuba, com direito a passeio de caiaque na "Lagoa Azul". Foi bom para testar mais uma vez a câmera GoPro, que levaremos na viagem. Aliás, faltam apenas 9 dias para o embarque, é hora de correr para arrumar as malas, ou melhor, os alforges.