sábado, 19 de maio de 2012

Sobre a Chegada e estadia em Bruxelas

 Bom, no post anterior náo consegui escrever muita coisa, pois a conexão não era boa.

Agora sim, estamos com boa conexão, no post seguinte diremos onde estamos.

Vamos falar de Bruxelas.

Após pedalar por 3 dias por pequenas e pacatas cidades, já tinhamos esquecido do que é uma cidade grande. Chegar perto de uma cidade grande pedalando é ao mesmo tempo legal e assustador. Legal porque temos a certeza que, independente do horário, encontraríamos um local para dormir. Assustador porque todas as estradas de acesso estão lotadas, com motoristas correndo cada vez mais, parece que eles estão correndo para não perder lugar na cidade grande. A metrópole ferve as pessoas. Então, nossas silenciosas pedaladas são sufocadas pelo barulhos dos carros e caminhoes, o suave perfume da natureza ganha um tom mais cítrico e alérgico. A sugeira e o lixo começam a aparecer de forma cada vez mais constrangedora...

Deixando a filosofia de lado, percebemos que Bruxelas estava próxima quando começamos a ver um grande tráfego aéreo de grande porte, levantando voo no horizonte. De repente, ao longe, vimos uma estrutura enorme, era o Atomium (fotos dele abaixo), era como se estivéssemos vendo uma nave extra-terrestre pousada. Essas eram as referências que tinhamos da direção de Bruxelas.

Entramos pelos suburbios, atravessamos parques e percorremos todo o Porto, até que entramos na região central. Em cerca de 1 hora estavamos no centro nervoso, em frente ao WTC Bruxelas. Encontrar um hotel foi fácil, mas só por um dia, no outro tivemos que mudar de hotel. A cidade estava lotada, devido ao feriado nacional na quinta feira.

Bruxelas é uma cidade plural em todos os sentidos. Variedade de culturas, religiões, linguas, raças, opção sexual, culinária, turistas, etc. Tem de tudo por aqui. O país parece receber muito bem os imigrantes, a miscigenação é evidente, bem diferente das cidades Holandesas por onde passamos. Em Bruxelas se usa as duas linguas, como coloquei no post anterior, mas assim que sai de bruxelas, a lingua oficial é mesmo só o Francês, tudo está escrito em Francês e todos já te recebem falando "bonjour"...

Os pontos turísticos de Bruxelas são todos lotados... O transporte público é muito bom. Pagamos 6 Euros por pessoa para poder usar a vontade. A Gand Place é sensacional, a grandiosidade e o detalhes das construções, as lojas de chocolates e afins (todos organizados de forma a encher os olhos e fazer roncar a barriga). Para quem gosta de cerveja Bélgica é o paraiso e a porta de entrada é Bruxelas, muitas lojas com todos os tipos de cerveja Belga, museu da cerveja, é um tal de degustar aqui e ali. Ufa... E o Menino Fazendo Xixi? Já ouviram falar nele? É o Manneken-Pis uma estátua de menos de um metro de altura, que quando você começa a procurar entender o porque que tantos turistas se amontoam para tirar uma foto, logo descobre que se trata de uma obra sem autor conhecido, é apenas uma brindadeira bem humorada do povo Belga. E pensando bem, tem razão, o menino bebeu tanta cerveja belga que ficou urinando para todo lado... rsrs  O Atomium de perto é gigantesco, mas quando entramos dentro dele ficamos a pensar qual era a finalidade (poderia ter um mirante, mas náo tem, ou pelo menos não tinha acesso permitido). Para quem gosta de turistar, tem uma porção de baboseiras para tirar fotos...

Foi um dia inteiro descansando em Bruxelas. Para nós foi o suficiente, tanto para conhecer a cidade, quanto para recarregar as energias.

Seguem fotos.


Saindo de Lier Rumo a Bruxelas


Passando por Mechelen


Grande Loja de Bikes em uma Pequena Cidade

Olha a quantidade de Bikes a pronta entrega


Os ciclistas de Speed são companhia durante toda a viagem. Alguns sozinho, em dupla, uns em equipe e  outros em bandos... Vimos também crianças treinando com bikes speed, coisa que eu nunca tinha visto.

No centro de Bruxelas, apesar dos esforços do estado, vê-se muito poucas bicicletas andando nas ruas. Nós circulamos livremente pelas vazias ciclo vias.

Loja especializada em cervejas Belgas

Vale a pena olhar de perto

O Pai Noel aí de baixo é um figura, toca rock and roll e anima a galera

Loja de confeitos

A moça da loja organizando os deliciosos biscoitos...

... a Andrea desorganizando tudo...

Esses são fabulosos. Pensa em um Torrone, agora imagina ele fabricado na Bélgica...

Os chocolates dispensam apresentações...

O Atomium...  um átomo de ferro aumentado 165 bilhões de vezes fica assim...  103 metros de altura

Visão de dentro da esfera central. Das mais altas não conseguimos vista panorâmica...

Redondezas do nosso Hotel...

Sinalização das ruas...

Praça Gran Place

A mesma praça, com a Gran Andrea...

Ainda a praça...

E, finalmente, o museu da Cerveja Belga na praça Gran Place...

El Gran Degustador...

Depois de beber, o Mijão (Manneken-Pis)...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Chegamos em Bruxelas, Metade da Ciclo Viagem

Ontém, no final da tarde, chegamos em Bruxelas, cidade também conhecida como a capital da União Européia. Aqui moram quase 2 milhões de pessoas, um número bem expressivo para o padrão europeu.  A lingua falada é uma variação do Holandês, mas todos também falam francês,acho até que dão preferência para francês. E eu? Ainda nas aulinhas de inglês... rsrsrsrs

Bruxelas tem grande importância política na Europa, aqui tambéem está sediada a Otan.

Descansaremos das bikes hoje, visitaremos os pontos turísticos, para repor as energias e continuar a viagem de Bike amanhã.

Mais a noite posterei as fotos do dia de ontém e as de Bruxelas.

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Chegamos em Lier (Bélgica) no Terceiro dia de Pedaladas

Nosso terceiro dia de pedaladas foi "suave na nave".

Apesar dos bumbus estarem doloridos, continuamos firmes, atravessamos a fronteira com a Bélgica, até chegar na cidade de Lier. Passamos por muitas pequenas e lindas cidades. Fizemos novos amigos (veja nas fotos).

Sabem quais são os hits número 1 e 2 tocados nos bares e TVs da Holanda e Bélgica? Advinha?... Nossa nossa, assim vocë me mata (Michel Teló)....  esse é o número 1,  em português mesmo, o povo canta e dança. O Hit número 2 é Tche tcherere tche tche (Gustavo Lima). Imagina só, você pedalando em uma cidade no PQP do início do mundo, entra em uma lanchonete, o sujeito (tipo dono faz tudo) te atende em lingua não "identificável" (deve ser Belga) e ao fundo você escuta em português "Nossa Nossa"...  E com essas exportações o Brasil vai dominando tudo... rsrsrs 

A cidade de Lier é linda, mas vazia, mesmo em dia de feriado nacional... Acho que o fato da cidade ter um belo centro histórico, construído a mais de 700 anos, com castelo, fortes e monumentos, não é suficiente para atrair turistas. Ouvi dizer que a Bélgica é um dos países que mais tem castelos, e quase todas as cidades pela Alemanha, Holanda e Bélgica tem centros históricos, deve ser por isso que um castelinho a mais ou um centrinho a mais não faz diferença. Aliás, em uma ciclo viagem por esses lados vemos tantas belas paisagens e construções que elas vão se tornando comuns...

Esses são nossos novos amigos (e que saudade do Arco)

Senhor pedalando com uma caixa cheia de Pombos vivos.


 


Lindas Vilas de fantasmas...

Kms pedalados em meio a plantações de morango...

E eis que um produtor coloca uma casinha cheia de caixas de morangos para os ciclistas se deliciarem. Você deixa as moedas equivalentes ao preço dos morangos e pega sua caixa...

 Baita Morangão, doce e geladinho...




Centro de Lier

Lier, também com canais... Aliás, quem tem barco na Holanda e Bélgica, vai para qualquer lugar...

O Sino da Igreja central é uma orquestra "Sino"Fônica... Lindo o Som.

Barzinhos em Lier. Uma curiosidade é que na Holanda e fronteiras não se usa beber e comer nos bares. Eles apenas servem bebidas. Para nós é estranho vermos todas as mesas apenas com copos de cerveja ou drinks. Vimos isso desde Amsterdam.

Torre Zimmer

Olha o pratinho de comida da Andrea. Uma mistureba danada, coisa de ciclista faminto.


quarta-feira, 16 de maio de 2012

Dia SINISTRO de Bike na Holanda - Chuva de Gelo e Frio, Muito Frio

O segundo dia da Ciclo Viagem Amsterdã - Paris ficará em nossa memória para sempre.

Não só porque pedalamos por um trecho incrível, mas pelos obstáculos que passamos. O dia até que começou tranquilo. Após um café da manhã reforçado, com direito a deliciosos pães e frios (que na Europa são bem melhores do que no Brasil), partimos para a estrada, com um clima agradável, de 12 graus. Pedalamos bem, com direito a pausas para foto a cada 5 minutos, entrada nas pequenas cidades para conhecer, uma travessia de barco (enorme, por dentro tem acabamento de um ônibus turismo de luxo), de balsa (como as de Santos), até que ultrapassamos os 70 kms e começaram os probleminhas... Uma paisagem meio assustadora, céu preto, o vento começando a piorar e chuva, acompanhada de uma sequência de raios estrondosos. Estavamos em uma região de fazendas, ao lado de um pasto cheio de Cavalos. Assustados com o Som dos Trovões Cavalos corriam em desespero, parece que eles sabiam o que estava por vir. Trovão de um lado, trovão de outro, no meio e atrás, sem ter onde nos escondermos, eramos para-ráios no meio do nada. Bom, mas se estamos vivos é porque não cairam raios em nossas cabeças... mas aí veio o pior, a chuva virou granizo, pedras de gelo batiam em nosso corpo e cortavam como navalha. Senti, ou melhor, não senti minhas mãos e pés, após uns 20 minutos minhas pernas ficaram roxas, olhei no GPS e estava 4 graus Celsius. Com o vento forte a sensação térmica era de menos qualquer coisa. Foi uma queda de temperatura de 10 graus em minutos. Credo... Como diria a Dna Eva: Pensa num sofrimento...

Pergunte se a Andrea reclamou!?

Não, ela não reclamou. Seguiu firme, toda encapotada, com uma ligeira cara de sofrimento, mas pedalando com bravura.

Procurávamos hoteis pelos vilareijos por onde passávamos, mas nem sequer um ser humano tinha nesses locais, tudo vazio. O frio melhorou, para 6 graus, é importante dizer que esses dois graus fizeram diferença. Já naquela vontade de tocar campainha das casas até encontrar alguém, veio uma reserva de ânimo e decidimos que iríamos pedalar até Breda, e assim foi. Com sequências de chuva e estiagem, pedalamos por 94 Km até o centro de Breda, onde estamos confortavelmente hospedados e aquecidos. O sofrimento vale a pena, nos fortalece, é prazeiroso (depois que passa). O Jorge e a Zildinha passaram conosco por uma situação parecida e devem lembrar como é a sensação...

Frio... Bonitas Passagens...

Pedalando com Locais

O tempo mudando

Todos os dias temos que colocar e tirar os alforges, é um ritual...

Nesses trechos o vento segurava as bicicletas, 10 km/h era um sofrimento para manter...

Cidade de Breda

Tomando uma Leffe em um simpático Pub

Castelo construido pelo Rei Willem I, em apenas 2 anos.

Opa, eu também...

Andrea capotada após o difícil dia de pedalada

Pontes. A Holanda tem muitos canais e rios, muitos mesmo, a todo momento passamos por pontes elevatórias (em pequenos canais) e pontes maiores (para os grandes canais).

Estacinamento de Bikes em Utrecht, com painel eletrônico indicando a localização das vagas disponíveis.

As bikes viajando de Barco